Título: O roubo do punhal sagrado
Autor: Amâncio Leão
Editora: Escrita fina
Páginas: 95
ISBN: 9788563248053
Sinopse: No Rio de Janeiro, um punhal muito antigo é roubado de um colecionador. Mas não se trata apenas do roubo de uma relíquia de valor histórico. Através do punhal, uma milenar e cruel divindade pode ressurgir e dominar o mundo.
Perseguidos por um grupo de fanáticos que deseja o místico objeto, quatro adolescentes tentam assim mesmo impedir a reencarnação da sinistra entidade. Mas o que pode um grupo de garotos contra o poder das trevas?
O roubo do punhal sagrado é um livro pequeno, simples e de fácil leitura. Um dos aspectos que mais me chamou atenção na obra foi as mudanças de ambiente/tempo que ocorrem de forma tranquila e natural. Fazendo com que os fatos anteriores possam ser lembrados com clareza e não seja necessária a repetição da leitura para acompanhar o enredo.
Amâncio Leão, claramente disposto a escrever para jovens, faz uso da linguagem clara e informal. Por isso, o livro pode ser lido rapidamente, sem causar cansaço ou tédio. O roubo do punhal sagrado tem um fluxo tranquilo, e ao mesmo tempo excitante. Mas infelizmente, me causou decepção.
Quando comecei a ler esperava algo mais inusitado, devido aos diversos livros/ filmes que existem e que tem sempre o mesmo fim. Mas, infelizmente, O roubo do punhal sagrado foi só mais um livro daqueles que você lê e depois esquece. É mais uma daquelas histórias sobre jovens que sempre acabam do mesmo jeito.
Além da decepção que tive ao terminar, tive a sensação de que os problemas enfrentados pelos jovens foram "pesados" para o tipo de livro. Isso, por três fatores:
a) O livro é curto, e os personagens principais passam todo o tempo tentando alcançar seus objetivos. Mas o verdadeiro mistério, ou as possíveis soluções, só aparecem nas últimas duas páginas. Isso passa a impressão de que o livro tinha um certo limite, e que o autor ficou com medo de excede-lo.
b) De acordo com a sinopse, O roubo do punhal sagrado é um livro para adolescentes/crianças, o que é comprovado com a forma de escrita usada por Amâncio Leão. Porém, o tipo de conflito que é encontrado na trama, é muito mais complexo e difícil de lidar do que uma simples aventura. O que cria um desfecho muito surreal, forçado.
c) No primeiro momento em que os personagens e os problemas são apresentados, já é possível supor o final da história. Então, as "grandes revelações" que o autor deixa para as últimas páginas tornam-se pequenos detalhes.
Apesar de não ter gostado muito, um dos fatores que amenizam o meu desagrado com o livro é a pequena quantidade de páginas e o pouco tempo que gastei para lê-lo.

quem e a cigana ??
ResponderExcluire o que acontece no ritual ???
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